sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pinhão!!!!

Bom, acho que os leitores do Alho & Óleo já perceberam que somos todos puxa-sacos do nosso querido estado do Paraná.

E por isso, não podia faltar uma receita que é simples e deliciosa.
O fruto mais famoso do altiplano paranaense vem, claro, da árvore mais célebre deste mesmo altiplano: nosso pinheiro-do-paraná.


Pois aqui vai.

Coloque 1 quilo de pinhão na panela de pressão. Cubra com água e cozinhe por 30 minutos e voila!

Agora, o importante é como comer o pinhão. Muita gente descasca com faca. Nada disso.
Se ele ainda estiver quentinho e úmido, o segredo é morder a bundinha que o pinhão espirra na outra ponta. Passar no sal e pronto.

Uma iguaria paranaense.

Afinal de contas...

...quem é que nunca teve que engolir sapo, não?



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Coquetel natureba

Acabou de rolar um coquetel natureba, com kibes vegetarianos, barquinhos de tomate cobertos com queijo e batata, tofus com geléia de pimenta, entre outros quitutes.

Entre as bebidas um gostoso suco de laranja com gengibre, outro de guaraná doce como o mel e água aromatizada com folhas de hortelã.

O local? Restaurante Apfel, na rua Bela Cintra (entre as alamedas Santos e Jaú)

O motivo? Lançamento da mais nova revista de ecoturismo que acaba de sair quentinha do forno. O nome dela é Mundo Eco.

Convido a todos para dar uma passadinha no site: http://www.revistamundoeco.com.br/.

Tenham uma boa noite!

sábado, 23 de maio de 2009

Férias da Pesada

Olá pessoal,

Está prestes a começar uma aventura muito louca. Uma dupla da pesada promete botar para quebrar no velho continente.

Não deixe de acompanhar as peripécias desse casal atrapalhado nessa viagem da pesada.

Fique de olho. Pode espiar.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ninguém resiste a uma paella

Depois de aterrissar em Curitiba, já morto de fome pela hora de almoço e pelo cookie servido a bordo na Gol, resolvi andar pelo centro a procura de um lugar para matar a fome.

Estava seguindo uma indicação do Honesko, mas dei de cara, na Praça da Espanha, com um restaurante que serve comidas típicas do lugar que dá nome ao logradouro.

O Pata Negra é um restaurante charmosinho, com um cardápio que abrange o essencial do típico espanhol e ainda alguma culinária latina, como o ceviche - que o Alho & Óleo adora. Provei a paella valenciana, que trazia carne de frango, porco, lula, mexilhão, camarão e filé de peixe. Pedi para substituir a lula e o mexilhão por carne de coelho e sucesso.

Antes, um pequeno couvert cortesia com 2 tipos de pães, manteiga e salame. Os pães estavam bem gostosos - ao contrário do que se serve comumente na Espanha, que geralmente é um pão duro, parecido com o amanhecido ou pior.


A paella estava saborosa. Ok, não estava das melhores que existem na vida, mas estava sim bem caprichadinha e farta nas carnes. E uma porção é bem servida: dá pra dois que não comem como animais.

Pata Negra - Restaurante, Bar e Café
Praça da Espanha, 23.
Curitiba - PR
Tel: (41) 3015-2003

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Chá que cura

Além de sopa, cobertor, chocolate quente e fondue, tempo frio também significa resfriado. E dessa vez fui pego por uma gripe daquelas. Sabe quando sua cabeça parece pesar 1 tonelada? Quando vem aquela coriza, dor no corpo e inflamação na garganta? Então, não tem coisa pior.

Porém, um remedinho pode ajudar a mandar o vírus da gripe pra bem longe. Não sei se a ciência comprova, mas a cultura popular garante: chá e repouso são um santo remédio.

Me lembro de tomar um chá quando era criança que parecia funcionar. Consultei a Dona Cidinha, minha mãe, e aí vai a receita:

- Um pedaço pequeno de gengibre
- 3 dentes de alho
- 1 limão
- 1 xícara de água

Pique tudo e esquente até quase ferver. Depois é só coar e beber.

O gosto é horrível, mas o efeito curativo é garantido.

OBS: Não se esqueça de repousar. Gripe não combina com vida agitada. Descanse que tudo ficará melhor. E, se o caso ficar mais grave, não se esqueça de procurar um médico.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Esfriou? Vá de sopa!

Basta dar uma esfriadinha que bate aquela vontade de tomar uma sopa quentinha e saborosa, especialmente no jantar.

Não é que as sopas não sejam bem-vindas fora do outono/inverno, mas se tiver muito quente não tem como, né?

Como a temperatura anda agradável, tenho aproveitado para fazer sopas e caldos na hora do jantar.

Caldo de feijão, sopa de lentilha, caldo verde, sopa de letrinhas e até sopa de fubá. Só não vale sopa de repolho (é triste de ruim)! Todas bem simples de fazer e absloutamente deliciosas.

A minha preferida? Na verdade é o preferido... caldo de feijão.

Como fazer:

Cozinhe uma quantidade suficiente de feijão (depende da fome e do tanto de pessoas que vão comer) - 500 gramas servem 5 pessoas. Deixe o feijão ficar bem molinho, mais ou menos 40 minutos na pressão. Depois de cozido, bata o feijão no liquidificador. Em uma panela, refogue uma cebola grande picadinha. Acrescente alho e caldo de bacon (aqui gostamos bem temperadinho, então colocamos dois tabletes). Pimenta a vontade. Deixe ferver bem.
Para servir, queijinho ralado, torradinha e cheiro verde picado.

Se quiser engordar ainda mais o prato, aconselho fritar pedacinhos de bacon ou paio antes de refogar a cebola. Fica ótimo!

Ficou com preguiça de cozinhar?

Vá até uma panificadora (só posso falar daqui de São Paulo) que tenha buffet de sopas e tome quantas cumbucas quiser. O buffet varia entre R$ 15,00 e R$ 20,00 e normalmente vale a pena. Além das sopas, pode-se comer vários pães, saladinhas, acompanhamentos e petiscos diversos.
Recomendo o buffet das panificadoras Dona Deola e Villa Grano.
Dizem que o da Bella Paulista também é bom, mas esse eu nunca provei.

Quer fazer uma sopa diferente mas não sabe muito quais ingredientes combinar?
Compre uma daquelas caixinhas com 50 receitas. Tem uma só de sopas.

Clique aqui e veja do que estou falando.

Testaremos algumas receitas da nossa caixinha e depois comentaremos aqui - grau de dificuldade, tempo de preparo, facilidade para encontrar os ingredientes e preço. Aguardem!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Aposentaram as barrinhas da Gol?

Há quase 4 meses foi publicado aqui no Alho & Óleo que as barrinhas foram aposentadas na Gol. Ok, foram aposentadas, mas o que está no lugar?

Hoje peguei um vôo de Congonhas com destino a Curitiba bem no horário do almoço, quando bate aquele ronco no estômago.

No lugar das famosas barrinhas ou maxi-goiabinhas, serviram 1 (um) cookie bauducco!

Não é um ótimo petisco para o almoço?
Ou só a ponte aérea merece um escondidinho?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Homem-café

Resumindo esta semana dedicada ao ouro negro, uma figura vem a minha mente: meu avô.
Tudo o que foi escrito nos outros posts tem muito, ou pelo menos um pouco, a ver com a vida do Seo Vicente Nicastro.

Filho de imigrantes italianos, meu avô foi o caçula de uma família siciliana recrutada para trabalhar nas fazendas produtoras de café no Brasil.
A primeira parada foi quase no Sul de Minas, em Mococa, o lugar de nascimento do pequeno Vicentinho.

De fazenda em fazenda, meu bisavô - que nunca conheci mas, mesmo assim, sei exatamente como era - cruzou o Sul de Minas, passando por Regente Feijó até chegar nas colônias do Norte do Paraná.

Ali, mais uma vez lavrando o café, meu avô conheceu minha avó, filha de imigrantes espanhóis que vieram pro Brasil pelo menos motivo.
E, entre um cafezinho e outro, minha família foi se formando.

Chegou o ano de 1975. A geada destruiu muito do café que existia na região. A solução foi comprar um caminhão pra continuar a tocar a vida.

Mas não era tão simples assim se livrar do café. Mesmo com a geada e todos os problemas causados por ela, o café não secou na minha árvore genealógica. Por ironia, o destino das idas e vindas desse caminhão era o porto de Santos. Para transportar o que? Nada mais nada menos que café.
Por muitos anos, o FNM - caminhão muito comum nessa época - rodou pela estrada de Santos. Aí, quando a idade pesou, ele resolveu parar. E meu avô também.

Só parou de trabalhar, porque o café não perdeu o lugar de destaque na vida do Seo Vicente.
Hoje, ele é responsável pela compra de café na feira domenical pra todas suas filhas. Ele que conhece os bons vendedores e nos cafés da tarde - costume frequente da nossa família - só ele põe a mão na hora de passar o cafezinho.

Bom, não sei se esse exemplo é válido, mas, mesmo sabendo que tudo isso aconteceu com o meu avô são consequências cotidianas do valor econômico da cafeicultura, para mim, ele é o fruto mais valioso da saga do café.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Histórias da Capital do Café

Já comentamos algumas vezes aqui no Alho & Óleo o carinho que temos por Londrina. Todos nós do blog estudamos na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e vivemos bons tempos naquela cidade de terra avermelhada. Como sou o único da equipe realmente nativo, coube a mim falar sobre a Capital do Café na série desta semana.

Dizem que naquela terra tudo dá. Este foi o motivo que levou milhares de agricultores para a região em meados da década de 30. Alemães, espanhóis, italianos, ingleses e japoneses viram na famosa terra roxa a oportunidade de prosperar. Com o passar do tempo perceberam que a cultura do café seria perfeita para região.
Foi neste cenário que a história da minha família começou a se construir. Meus avós maternos, filhos de imigrantes espanhóis, começaram a trabalhar como lavradores em fazendas de café e, aos poucos, conseguiram juntar uma graninha para comprar seu pedacinho de terra. Do outro lado, meu avô Ulisses e minha avó Virgínia chegaram ao Paraná após um período de seca no norte de Minas Gerais e viram nas lavouras de café o seu novo ganha-pão. E, graças a este pequeno fruto, um dia essas histórias acabariam se combinando.

Londrina cresceu e se firmou como um dos principais produtores de café do mundo. Ganhou o título de capital do café. No período áureo, a região norte do Paraná foi responsável por 60% da produção cafeeira mundial. Até que chegou o fatídico ano de 1975 e uma geada dizimou todas as plantações.

Todo pé-vermelho (apelido dado aos nativos do norte do Paraná) fala desta data com tristeza. Mas a cidade se reinventou, investiu em outros setores e continua crescendo. Contudo, o café está no DNA de Londrina e todo londrinense. Essa bebida negra fez uma cidade e uniu povos.

Meus avós continuaram trabalhando no campo, mas mandaram seus filhos para estudar e trabalhar na cidade. Graças ao café, minha mãe e meu pai estudaram e tiveram boas oportunidades. Ela virou enfermeira, ele virou contador. E os dois amam um cafezinho.

Alguns dados sobre Londrina:
- Acidade fica a 369 km da capital paranaense, Curitiba.
- Tem uma população de 505.184.
- É a segunda cidade mais populosa do Paraná e a terceira mais populosa da região Sul do Brasil.



Cafezal, Chácara Arara, 1947-1949

Imagem do livro Lavrador de Imagens – uma biografia de Haruo Ohara. Londrina: S. H. Ohara, 2003

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Bolsa Oficial do Café

Se você tem orgulho em dizer que tem sangue europeu e que o pai do seu bisavô veio ao Brasil para "fazer a América", provavelmente o café teve uma participação especial em algum momento da sua árvore genealógica. Isso porque grande parte dos imigrantes que vieram ao Brasil, especialmente os italianos, chegaram aqui para trabalhar nas lavouras cafeeiras (que o digam Juliana e Matheu, de Terra Nostra, hein?).

Aulas de história à parte, o negócio ganhou tanta força que em pouco tempo o produto se tornou a principal atividade econômica nacional. Para negociar o produto, em 1914, foi inaugurada a Bolsa Oficial do Café de Santos, que conheceu seu período áureo na década de 1920. Bom, o negócio desandou, o café passou do ponto, mas o prédio lá ficou. Resultado? Virou museu e está aberto à visitação.

No saguão de entrada, nada mais lógico, há a Cafeteria do Museu, especializada na venda de cafés especiais, os melhores produzidos no Brasil.

Serviço:
Rua XV de Novembro nº 95
Centro - Santos SP
(013) 3219 5585

terça-feira, 5 de maio de 2009

Café vai bem com o quê?

Tomar café é bom demais, não é?

Tão bom que o ato de tomar um cafezinho abrange muito mais que beber uma xícarazinha de café e vira um ritual: tomar café da manhã, tomar café da tarde, faze uma pausa para o café...

Para mim tomar café significa se permitir relaxar, socializar e, claro, beliscar!

E café vai bem com o quê? Bem, com um monte de coisas!

Então, segue um Top 5 de comidas que vão muito bem com o café e podem ser feitas em casa, no trabalho ou na rua.

1)Pão-de-queijo: nada como café da manhã com pãozinho-de-queijo preparado na hora com cafézinho preto. Pode ser no café da manhã, no lanche da tarde. Não tem erro, essa dupla é imbatível.

2) Pão na chapa com manteiga: simples, barato e delicioso. Pode ser encontrado em qualquer padaria ou feito na nossa própria casa. Nesse caso, se não tiver chapa vai na frigideira mesmo. Aqui, o café com leite acompanha bem.

3) Bolo de fubá: bolo quentinho, com erva-doce, açúcar e canela peneirado em cima. Ideal para o fim da tarde.

4) Biscoito de polvilho frito: esse também vai muito bem no lanche da tarde. Não sei se a receita é comum em todos os estados, mas lá no Triângulo (em Minas Gerais) o pessoal conhece bem. Trata-se de uma massa de polvilho, ovo, sal, leite, etc. Muito gostoso e lembra a casa da vó.

5) Bolinho de chuva ou rosquinha frita: não precisa ser só na chuva! Uma unidade vai muito bem depois do pão-de-queijo ou do biscoito frito.

DICA:
Sair para tomar um café preto com espuminha do leite, acompanhado de pão-de-queijo recheado com requijão (ele já é assado recheado) e depois dourado na chapa. É maravilhoso!

Onde? Padaria Santa Etiene
Endereço? Rua Harmonia, 699, Vila Madalena
Fone? 3819-2578
Custo? No máximo R$ 5,00

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vai um cafezinho?


A Melitta acabou de lançar uma linha especial de café. Recebemos da empresa uma amostra para degustação. E, claro, nós fizemos o test drive.

Os novos sabores estão ligados a três importantes regiões brasileiras produtoras de café: Mogiana, Sul de Minas e Cerrado. Cada um deles com sua característica específica: o sabor delicado e aromático dos grãos da região Mogiana, a bebida encorpada com aroma levemente frutado do Sul de Minas e a acidez cítrica do café do Cerrado.

A embalagem, com certeza chamará a atenção na gôndola do supermercado. E o sabor? Também é agradável. Provamos o da região do Cerrado. Alguns amigos participaram da degustação e também gostaram. Em geral, o comentário foi sobre a leveza do café e o sabor meio frutal da bebida.

Talvez alguns paladares estranhem, porque o café realmente fica meio fraco. Para os que gostam do café menos encorpado, como o famoso café carioca, esta é a escolha ideal. Agora falta provarmos os outros dois. O primeiro, apesar de ser um 'peso leve', agradou.

Para os amantes de café é mais uma alternativa que chega ao mercado. Vale o teste.

Post criado por Mosna e Rods.
Vale ressaltar que não somos baristas e as opiniões acima não se baseiam em qualquer tipo de critério, a não ser no nosso conhecimento completamente não-profissional sobre café.