quinta-feira, 30 de abril de 2009

Onde estou?

Nosso guia, aquele do qual falei lá no primeiro post (que compramos para a viagem e pensamos que tínhamos deixado pra trás) foi muito útil para escolhermos lugares para comer, conhecer um pouco da história dos bairros antes de chegar até eles e pegar dicas de walking tours, por exemplo.

O que compramos no Submarino foi o Lonely Planet, de Buenos Aires, por 48 reais (em inglês) e a dica é procurar pelo menor preço no BondFaro. Depois, achei o mesmo livro na El Ateneu, por 148 pesos. Degustação no Google Books, clique aqui.

Onde ficar?
Antes de decidir onde ficar, tínhamos certeza de duas coisas: a escolha seria por um lugar não muito caro (o que nos levaria - invariavelmente - a um hostel) e, de preferência, localizado no centro. Por fim, depois de pesquisar um pouco, reservamos o Milhouse.

Milhouse: Localizado na Hypólito Yrigoyen, no microcentro de Buenos Aires, o hostel funciona em uma antiga mansão e quase todos os quartos são voltados para o pátio central. De cara, não sei bem o porquê, mas tive uma boa impressão. Lá dentro, minha ideia mudou: lugar aconchegante e os móveis antigos, no quartos, dá uma cara bem particular. Só o banheiro deixa um pouco a desejar. Poucos brasileiros, gringos saindo pelas janelas. Se a intenção é curtir a balada dentro do próprio albergue (quase todos os dias da semana) e conhecer gente de todo canto do mundo, o Milhouse é uma boa opção. Mas se a pegada for outra, o barulho pode incomodar. U$51 o quarto individual.

Depois que o Fer foi embora, mudança de endereço. Resolvi experimentar um lugar diferente e fui para o Hostel Suite Florida, na calle Florida, porque a mulherada do Milhouse era barulhenta demais pra compartilhar um quarto. O lugar comprtilhado é ótimo e o serviço é de primeira. É quaaaase um hotel, com ótima estrutura, mas ainda conserva o clima de albergue. Essa é, aliás a proposta deles. Deu um banho no Milhouse em relação ao atendimento e atenção aos hóspedes. Recomendo! Saiu por $48 o quarto com 4 pessoas.

E o dinheiro?
Conforme-se. De uma maneira ou outra você vai perder um pouco de dinheiro nas trocas de uma moeda pela outra. A melhor maneira é trocar o real pelo peso argentino em casas de câmbio já no Brasil , onde as taxas são mais baratas. No aerporto de Cumbica, além de pagar mais, ainda há uma taxa de U$5 cobrada em cada transação.
Importante dizer que as casas de câmbio na Argentina não abrem aos domingos. Outra coisa: evite trocar dinheiro na rua. Mesmo que a tentação seja grande (quando a esmola é demais, osanto desconfia) resista. Há muito dinheiro falso em circulação na Argentina. É melhor pagar um pouco mais, mas fazer um câmbio garantido.
Agora chega, né! Vamos ao café beeeem brasileirinho.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Diário de bordo

Depois dos relatos da viagem, as dicas. Amanhã, indicações de onde se hospedar em Buenos Aires, se o esquema for ter um teto onde repousar depois de um dia de andanças e descobertas. Foi o que nós fizemos e contaremos a vocês.

Também falaremos sobre como se localizar na cidade, casas de câmbio e outras cositas más.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Afinal, a terra é de quem?

“Aventuras na terra de Gardel” - a despedida.

Depois que o Fernando voltou pro Brasil, me quedé sola en la tierra del tango. O meu último dia na cidade amanheceu com chuva, o que acabou estragando meus planos de fazer o "Tour de Tigre", um passeio em um trem que vai margeando o rio da Prata até chegar ao Delta do Tigre. "Con la lluvia no és un paseo hermoso", me disseram. Sendo assim, desisti.

Sem destino definido, resolvi sair pra dar uma volta pela Plaza San Martin e, por acaso, encontrei um quiosque de informações turísiticas. Perguntei pela localização de onde viveu o escritor Jorge Luís Borges, mas como se tratava de um prédio comum e eu só poderia ver a fachada, do lado de fora, pulei da literatura para a música e acabei na casa da figura que dá nome a esta série: Carlos Gardel - no bairro de Balvanera, na região de Abasto, considerada o centro geográfico de Buenos Aires.

No caminho, a pintura nas casas já revela que o lugar foi muito importante para a trajetória do tango. Segundo Borges, foi lá, nos bordéis da área de Junín y Lavalle, que o tango ganhou os contornos sedutores e de apelo erótico que vemos traduzidos, hoje, na interpretação dos dançarinos.


Hoje, na casa de Gardel, funciona um museu em homenagem a ele. Algumas partituras, documentos dos artistas que o acompanharam durante sua carreira, capas de discos e fotos do sorridente cantor de tango, decoram o lugar. A música ao fundo, completa o passeio. Na parede da cozinha, a carinhosa frase de Gardel para a mãe:

“El más modesto pucherete hecho por sús manos, vale más e és más sabroso que él más caro de los platos del mejor de los hoteles del mundo”



E foi assim que me despedi de Buenos Aires, com saudades e com a esperança de um dia “Volveeeeeeeeeer"

Curiosidade: Apesar de ter sido o artista responsável por disseminar o tango argentino pelos quatro cantos do mundo, Gardel chegou à Argentina aos dois anos de idade com a mãe. Seu lugar de nascimento, na verdade, é uma questão de dúvida. Para alguns, ele teria nascido no interior do Uruguai, para outros, em Toulouse, na França. Para ele, quando era questionado sobre o tema dizia:"Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio de idade". Se escolheu, tá escolhido.

Serviço:
Museu Casa de Gardel
Jean Jaures, 735 - Balvanera
De terça a sexta, das 11h às 18h. Sábados, domingos y feriados de 10 a 19 hs. Apenas $1.
Para chegar: Pegue a linha B do metrô e desça na parada Carlos Gardel, que tem saída na avenida Corrientes, não tem como errar.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Três bairros em três museus

Três bairros e três museus. Este foi o programa de meu último dia na capital argentina. Dentro do roteiro original, apenas uma visita estava prevista: ao museu do artísta plástico Xul Solar, no Barrio Norte. No fim do dia, contabilizávamos dois a mais: o Museu de la Inmigracion, em Puerto Madero, e o museu Casa de Yrurtia, em Belgrano.

Puerto Madero

O que era pra ser apenas um passeio corriqueiro pelo lugar, acabou se transformando em uma interessante visita ao embrião daquilo que viria a ser a cultura argentina de hoje: o Museo de la Inmigracion. Localizado na antiga hospedaria de imigrantes, onde desembarcaram mais de 1.500.000 pessoas, o museu ainda guarda vestígios do trajeto até a Argentina. No acervo, é possível encontrar documentos dos imigrantes, vestimentas, maleiros e muitos objetos que se esforçam para descrever o que significava cruzar o oceano para tentar a sorte na América.

Apesar de interessante, o acervo não é o que mais chama a atenção no museu. As fotos das pessoas que passaram por ali, junto ao conjunto arquitetônico do hotel, é que estimulam a visita.

Curiosidade: o hotel foi locação do filme Nuovomondo, do diretor italiano Emanuele Crialese. No filme, a Hotel dos Imigrantes de Buenos Aires representa a hospedaria de Ellis Island, em Nova York.




Saindo dali, pegamos o metro na estação Retiro e partimos para Belgrano. Apesar de ser um bairro pouco citado nos guias, fomos movidos pela curiosidade e a surpresa foi boa. Andamos por mais de duas horas pelas ruas amplas do bairro com prédios estilo "caixote" - como a maior parte dos edifícios recentes em Buenos Aires. E, de um ambiente agradável, a outro mais agradável ainda, acabamos na antiga casa do escultor Rogelio Yrurtia.
Hoje transformada em museu, a residência mostra um pouco do universo íntimo do artista, cujo trabalho está espallhado em diversos pontos da cidade. Alguns exemplos são: Canto al Trabajo, em frente a faculdade de Engenharia, e o Monumento da Bernardino Rivadavia, na Plaza Miserere.

Jardin no Museo Casa de Yrurtia
Já a Casa de Yrurtia, não remete a nada do frenesi urbano, como o local onde estão suas obras. Ao som de Wagner, o visitante perambula pelos cômodos da casa e, entre esculturas e móveis, imagina como viveu o artista. Assim, da casa de Yrurtia, fomos a casa de Xul Solar, no Barrio Norte.

Diferente da casa de Yrurtia, a antiga residência de Xul Solar abriga uma série de obras resultantes de mais 30 anos de produção do artista. Algo muito interessante neste museu é perceber como a construção da casa reflete muito do que se vê nos quadros.

Para aqueles que não gostam de passar o dia inteiro dentro de um museu, não se assustem. Muito da graça desses museus é que são pequenos. Além disso, são localizados em três lugares muito bonitos da cidade e que por si só já valem uma visita.

Portanto, fica a dica. Unir o útil ao agradável. Os passeios turísticos tradicionais com algo diferente. Três bairros em três museus.

Serviço:

Museo de la Inmigracion

Av. Antartida Argentina, 1355 - Puerto Madero/Retiro
De Segunda a Sexta - 10:00 às 17:00
Sabados e Domingos - 11:00 às 18
Entrada Franca

Museo Casa de Yrurtia

Calle O'Higgins, 2390 - Belgrano
Aberto Terças, Sextas e Domingos - 15:00 às 19:00
Entrada franca as Terças. Outros dias Ar$4,00

Museo Xul Solar
De Terça a Sexta - 12:00 às 20:00
Sabados - 12:00 às 19:00
Ar$10,00

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Livraria, café e tango em Buenos Aires

"Aventuras na terra de Gardel" - o epicentro

Para realmente se conhecer uma cidade, não existe muito segredo: caminhe. Só assim você vai encontrar lugares dos quais realmente vai se lembrar. Um guia de viagem é uma ótima companhia nesses momentos, mas o interessante mesmo é usar as referências apenas como referências, no fim o caminho quem faz é você. Foi assim que saímos em busca da livraria El Ateneo.

Subindo a Calle Florida até a Plaza San Martin, caminhamos sem - e com - destino pelo bairro de Retiro. Pessoas apressadas, crianças uniformizadas saindo das escolas, lojas e restaurantes de dia de semana dão a cara dessa região, que é marcadamente um "lugar comum".Sempre gosto de sentir os ares normais das cidades que visito, e o Retiro, além de arquitetonicamente conservado e muito arborizado, tem muito essa cara.


Caminhamos até encontrar o primeiro destino do dia. A livraria El Ateneo Grand Splendid. Inaugurado em 1919, o cine-teatro Grand Splendid se transformaria 81 anos depois numa das livrarias mais conhecidas do mundo. Isso porque a Ateneo tem livros, dvds e cds espalhados por camarotes, balcões nobres e auditório, além de um café onde antigamente ficava o palco e a telona.
Curiosidade: a livraria foi considerada, pelo jornalista inglês Sean Dodson, a segunda livraria mais bela do mundo, atrás da holandesa Boekhandel Selexyz Dominicanem, que fica na cidade de Maastricht. Recordes à parte, a livraria é um local que faz juz ao nome "Grand Splendid".

Pausa para o almoço!

Caminhamos até o famoso bairro da Recoleta, onde encontramos algo bastante incoerente para a pompa do lugar. O restaurante Grant's.


O Grant's nada mais é que um grande "comedor libre", ou seja, o nosso querido "buffet livre - coma até morrer". Um balcão gigantesco com todos os tipos de comida imagináveis, de parrilla à yakisoba. Isso porque o restaurante, atualmente, é de propriedade de chineses. O ambiente beira - sem nenhum equilíbrio - ao desagradável. Mas a possibilidade de comer 3 bifes de chorizo, asado (costela) e um pedaço de vacio (a nossa fraldinha), por Ar$21.00, compensa. Ah, se você não beber nada tem que pagar 1 pesito! Como se fosse uma multa, só por saber que a bebida é cara!!! Dali ao cemitério da Recoleta é um pulo. Passeio interessante, mas já bastante conhecido que dispensa comentários.

Após toda essa andança, a recompensa veio à noite, no Café
Tortoni. Esse lugar, junto com a El Ateneo, na minha opinião, mostram muito do que Buenos Aires é. Localizado na Avenida de Mayo há mais de 150 anos, o café tem uma atmosfera realmente fascinante. Presente em muitos momentos importantes da vida argentina, o Tortoni foi frequentado por diversos personagens responsáveis pelo movimento do país, e do mundo: de Jorge Luis Borges a Albert Einstein. E é claro, por Carlos Gardel, que cantou ali logo após uma palestra do escritor italiano Luigi Pirandello, que acontecera no mesmo palco.
Fomos conferir um dos dois shows diários de tango que o Tortoni apresenta por Ar$60.00. Apesar do grande apelo turístico, o clima do pequeno teatro nos fundos do café supera qualquer irritação que americanos falando alto possam causar. O bandoneon, piano e violino, pra mim, eram mais protagonistas que os dois bailarinos de tango com quem disputam o pequeno palco.

Uma experiência - ainda que bastante comum - bem representativa .

Serviço:

Libreria El Ateneo Grand Splendid
Não se confunda, a unidade que é num antigo cine-teatro fica na esquina da Av. Santa Fe con a Callao, e não na Calle Florida, onde estão mais duas unidades.

Restaurante Grant's
Av. General Las Heras, 1925
Buffet Livre por Ar$21,00

Café Tortoni

Av. de Mayo 829
Show de Tango: Ar$60,00

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dentro y fuera de la Boca

"Aventuras na terra de Gardel" - Parte 3

Saindo de San Telmo, no domingo, pegamos um ônibus e partimos em direção ao famoso - e não menos turístico - bairro da Boca. Aquele mesmo, que todo mundo já ouviu falar porque tem um monte de casas coloridas, feitas de zinco. Lá também é onde está localizado o estádio do time de futebol Boca Juniors, a Bombonera.

Na verdade beeem verdadeira, o típico passeio turístico en la Boca se resume ao circuito do Caminito. São três ou quatro ruas que abrigam restaurantes bem interessantes, com shows de tango ao ar livre e barraquinhas de souvenirs por todos os lados. Não que isso não signifique muita coisa, significa muito, já que só o fato de andar por ali já é uma experiência cultural pra lá de interessante.

O fato é que saindo do circuito tradicional, a imagem é de um bairro de periferia latino americana, naturalmente pobre. As casas de zinco dos arredores nem pintura têm. Apesar da agitação do vai-e-vem dos turistas, paira no ar uma atmosfera envolvente e até meio melancólica, que deve acompanhar o lugar desde os velhos tempos da imigração, quando os recém-chegados utilizavam restos de tintas deixados pelos navios para alegrar a fachada das casas. Por isso, a não ser que você vá visitar um amigo ou parente que more no bairro, dificilmente vai querer se aventurar por rotas alternativas.

Mas o nosso contato com o bairro foi muito mais do que interessante, quando voltamos lá, dias depois, para jantar em um restaurante delicioso e indicadíssimo: El Obrero. Não sei o que deu mais emoção, se foi o momento em que chegamos lá ou tudo o que aconteceu no caminho até chegarmos.

A saga: Saindo do albergue, abordamos um táxi na rua e dissemos nosso destino. Surpresa: o taxista não fazia a ME-NOR idéia de onde queríamos ir. “Yo voy a la Boca sólo una vez al año. Hoy es uma coincidência, una casualidad. Casualidad”. Bom, entre pensar e repensar se devíamos descer ou não do carro, o Fernando já tinha feito amizade com o tiozão e, indicou o caminho pra ele rua a rua com um guiazinho da cidade que compramos na banca de jornal. Depois de muitas esquerdas e direitas, eis que paramos em um semáforo e, do outro lado da rua, levanta um homem e diz: “El Obrero? Es allá!". Das duas, uma, ou chegaríamos ao restaurante ou uma gangue tipicamente argentina estaria nos esperando no fim do caminho. Por fim, só alegria: chegamos! Atmosfera ótima, assim como a comida.

Os pratos? Pra mim um bife de lomo e, pro Fernando bife de chorizo. Acompanhamento de papas fritas e nhoque ao sugo. Para beber, "una Quilmes, por favor".

Importante: Assim como a maior parte dos restaurantes porteños, não aceita cartões de crédito ou débito. O pagamento é feito em dinheiro e é aconselhável ligar antes e reservar mesa. Em duas pessoas, gastamos 90 pesos, com as bebidas carérrimas inclusas.

Serviço:
El Obrero
Agustín R. Caffarena 64
Tel: +56 4362-9912

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um domingo de tango

Aventuras na terra de Gardel - Parte 2

Unanimidade nos guias de turismo, o domingo na feira de San Telmo é uma atração obrigatória em Buenos Aires. Conhecido por ser o bairro onde o tango nasceu, el barrio de San Telmo reúne, aos domingos, uma enormidade de quinquilharias em sua feira de antiguidades. Porém, para nós, o melhor do lugar passou longe das lojinhas e barracas vendendo tranqueiras. O bom da feira são as personalidades frequentes e os grupos de tango de rua.



Não se engane: os grupos de tango de que estamos falando não tem nada a ver com o dançarinos que cobram para tirar fotos com os turistas. São, na verdade, grupos de jovens que se reúnem para se apresentar e tentar vender seus discos durante a feira. Esses grupos tem a cara de estudantes de música que, em grupos, tentam manter viva a tradição do tango porteño que, além do apelo turístico, têm tudo a ver com a cultura e a cara de Buenos Aires. Um misto de atração turística com certa espontaneidade que supera em talento muito dos espetáculos fechados de tango em restaurantes e casas de show.


Outro ponto interessante e ótimo para um descanso após a difícil caminhada entre a múltidão é a antiga Pasaje de La Defensa. Uma antiga mansão, construída em 1808, para ser a residência da família Ezeiza. Com a chegada dos imigrantes ao bairro, a enorme casa passou a ser um grande cortiço que dava teto a 32 famílias. Hoje, transformado numa extensão da feira, a Pasaje vende quadrinhos antigos de tango e conta com alguns bares no piso superior que caem perfeitamente para uma cervejinha de descanso. Mas o preço, como todas as bebidas na capital federal, é alto. 16 pesos por uma Isenbeck de 1 litro.


Para o almoço, a primeira roubada. O restaurante Desnível, citado como uma ótima opção no nosso guia Buenos Aires da Lonely Planet - cuja utilização vale um post exclusivo - na verdade, saiu caro e irritante. Abarrotado de turistas e também de muitos locais, o comedouro deixa a desejar no atendimento e na quantidade de comida servida. Um prato de lomo al ajillo (fillet mignon argentino ao molho de alho com batatas fritas) saiu por 40 pesos e NAO serve duas pessoas. A dica, em San Telmo é: seguir o instinto.
Como o bairro é muito turístico, vale a pena acreditar naquilo que te apetece. Nos arrependemos de não entrar num restaurantinho com a cara mais familiar e menos pomposo que ficava bem no final da Calle Defensa, já próximo ao viaduto da Av. 25 de Mayo. Apesar de o lugar já não ser mais tão bonito, nem tão bem frequentado como no início da Calle e na Plaza Dorrego - ponto central da visita à feira - tenho certeza que teriamos comido melhor e mais barato.

Serviço:
Feira de San Telmo:
Aos domigos, pela manhã e tarde afora

Restaurante Desnivel
Calle Defensa, 855
Preço: Filé de Lomo al Ajillo, para uma pessoa - AR$40,00

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mi Buenos Aires Querido

“Aventuras na terra de Gardel” - Parte 1

impressões do casal viajante
Depois de duas horas e meia de vôo, deixamos pra trás o país do samba e do Carnaval e aterrisamos na terra do tango, a belíssima capital federal da Argentina, “mi Buenos Aires querida”. Em terra firme, logo de cara, um calorão de 32° no aeroporto de Ezeiza e céu azulzinho, do jeito que eu gosto. Como o aeroporto fica longe do centro da cidade, pelo menos uns 35km, decidimos que não pegaríamos táxi e optamos pelo translado com um ônibus da companhia Manuel Tienda Leon, que parte de meia em meia hora de lá, por 45 pesos. Meia hora depois, já estávamos no albergue (assunto para outro post) e prontos para sair.

Primeira parada: Palermo

Nosso planos para o primeiro dia eram comprar um Guia Turístico de Buenos Aires (já que,
supostamente, havíamos esquecido o nosso no Brasil) ir a uma milonga (se desse tempo) e, lógico, comer, que é o que se faz de melhor nessa vida. Em busca do guia - que acabamos nem achando por lá - encontramos o primeiro prazer gastronômico da viagem no Shopping Palermo: sorvetes artesanais “Freddo”, la helateria com el sabor de dulce de leche más rico de la Argentina. Só de lembrar já me dá água na boca!
Os sabores são diversos e um mais atrativo do que o outro. Os nosso foram: Frutilla ao creme con Mascarpone e Frutilla con dulce de leche. Cada um, 12 pesos.


Depois do doce, fomos atrás do salgado. E depois de andar pelas ruas do bairro de Palermo, admirando os predinhos antigos, jantamos no restaurante “Don Julio - Parrilla al Carbón” que nós certamente indicamos como parada obrigatória na cidade. O lugar é bem familiar, ambiente agradável e aconchegante e frequentado pelos lugareños, pelo que vimos . Menu escolhido:
Ensalada - Rucula, Tomates Secos e Muzzarella - $18
Pure de papas - $10
Bife de Chorizo Mariposa - $36
Confesso que quando a carne chegou, meio que torcemos o nariz porque à primeira vista, parecia estar meio mal passada. De fato, estava. Mas a surpresa veio com a primeira garfada! Apesar de meio vermelhinha, a carne não tem aquele gosto de sangue como a que comemos aqui. É muito saborosa e foi aprovadíssima!

Curiosidade: Uma coisa interessante em Buenos Aires é o preço cobrado pelas bebibas. São CARÍSSIMAS! Cada refrigerante ou garrafa de água dificilmente sai por menos de 7 pesos e a cerveja também é bem mais cara do que no Brasil. Alguma explicação deve ter, mas não descobrimos.

Até tentamos entrar numa milonga por ali, mas a que achamos não permitia que o Fernando entrasse de bermuda. Por isso, deixamos para outro dia.

Ah! Voltando ao hostel, encontramos o guia. Ufa! Ponto a nosso favor.

Amanhã tem mais!

Serviço:
“Don Julio - Parrilla al Carbón”
(+56) 4831.9564 / 4832.6058
Guatemala 4691 esq. Gurruchaga
parrilladonjulio@hotmail.com

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Isso que é um japa!


As vezes as aparências não enganam. 
Ontem percebi que o ditado "as aparências enganam" não valia pro Todai Garden, restaurante japonês que serve rodizio por R$39,00 por pessoa. 

Isso porque acabamos indo ao Todai só e exclusivamente pela sua aparência. Todas as vezes que estavamos na região, nos dirigindo ao nosso amado, bem quisto e delicioso Cia do Showrrasco, passavamos em frente a esse restaurante japonês e pensavamos "esse deve ser bom". 

E ontem, cansado de andar pelos japoneses errados, levei meu irmão no Todai. 
Já na entrada algo bem diferente, beirando ao estranho, mas interessante. Os garçons te dão as boas vindas em japonês, num coro de vozes nordestinas e bem brasileiras entoando a frase Irashaimassê!! de vários cantos do restaurante, toda vez que novos clientes entram na casa. 

Os pratos são deliciosos. O sashimi caprichado e os pratos quentes realmente muito bons. Pro meu paladar, os destaques foram: Yakissoba de frutos do mar, camarão empanado e  tonkatsu (milanesa de carne de porco). E também o sushi com camarão e os que eu chamo de bolinhas de salmão, mas que na realidade se chamam niguirizushi.

Apesar de um pouco mais caro que os rodizios de comida japonesa espalhados pela cidade, o Todai tem um serviço excelente e a comida é farta e deliciosa. Por 10 reais a mais, uma experiência digna de se sair rolando pelas ladeiras do grandioso bairro das Perdizes. 


Serviço:

Todai Garden
Rua Diana, 149
Telefone: (11) 3803-8398
Reservas pelo (11) 9330-7852
Preço: R$39.00 por pessoa



quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aviso


terça-feira, 14 de abril de 2009

Peixe Cru ... e não é sashimi!

Muita gente quando ouve falar em peixe cru já pensa logo em sashimi. Eu era assim, mas recentemente fui a um bar com namorado e amigos, e como sempre, pedimos algo para beliscar.

Aquele dia, uma parte da mesa queria algo mais "light", então, resolvemos experimentar o ceviche: prato delicioso à base de peixe cru, que nem parece cru.
De origem peruana, o prato consiste em peixe marinado no suco de limão, ou algum outro cítrico. O essencial é que o pescado seja branco, mas de carne firme.

Cebola, pimenta, salsa e coentro, são ingredientes “obrigatórios”, que dão um sabor todos especial. Além disso, abacate, milho e batata doce, são complementos que dão "sustância" ao prato.

Pode ser servido como entrada, acompanhado com pipoca, tortilhas mexicanas, batatas fritas ou pão. Também pode ser o prato principal, acompanhado de batatas “portuguesas” ou doces cozidas, ou ainda milho cozido.

É um prato diferente, saboro e que vale a pena ser provado. Não tem aquela textura de peixe cru - para quem tem problemas com texturas...

Em São Paulo, já comi em dois lugares: El Guaton e Exquisito.
Ambos são gostosos!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Adeus McLanche Feliz

O Ministério Público Federal publicou uma recomendação para que redes de fast food parem de usar brinquedos como estímulo de venda de seus produtos. A alegação é que este tipo de prática incentiva o consumo de alimentos com alto teor calórico entre as crianças.

Entre os leitores do portal Folha Online, a proposta teve boa aceitação. Em uma enquete realizada sobre o tema, cerca de 77% dos internautas concordam com a recomendação do MPF.

Vamos aguardar e ver se a proposta vinga. Já que os pais não conseguem controlar suas crias, o MPF teve que fazer alguma coisa para não criarmos uma nova geração de obesos.

Aguardemos.

domingo, 12 de abril de 2009

Feliz Páscoa



Clique aqui*


*Da luiza_adnet - Postado no Twitter.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Por que eu odeio os sommeliers

Na verdade não os odeio. Coitados, cada um tem o direito de fazer sua própria graça. Mas, querido visitante deste blog, tem coisa mais chata do que nego enfiando nariz na taça de vinho, balançando o treco em círculos e bochechando a bebida? Ah vá vá...

Aí, na sequência, vem o discurso. Povo quer dizer que o vinho tem aromas, ou melhor, notas amadeiradas. Poxa vida, se tem gosto de madeira, a coisa é RUIM. Certo? De café, de frutas cítricas, de seja lá o que for... não quero saber. Entender de vinho é coisa de gente chata.

Me desculpem os enólogos e sommeliers, mas é frescurada demais pra minha cabeça suburbana.

P.S. - E alguém aí sabe a diferença entre sommelier e enólogo?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Páscoa...

Ê páscoa, data tão festiva... sinônimo de chocolate, obviamente.

Pra mim, não podem faltar duas coisas: ovo de páscoa e, ainda que adicionado recentemente, bolo de páscoa, mais conhecido à boca pequena como colomba.

Fazendo um balanço das páscoas vividas, certamente pra mim não pode faltar o ovo número 23 da Lacta.


Outra necessidade é que as mães e pais contem aquela historinha repetida de uma páscoa acontecida há muitos anos na família. Aqui em casa, reza a lenda que meu irmão, quando era criancinha, pegou o tal 23, ficou de cócoras brincando que ia botar o ovo e, daí, perdeu o equilíbrio e plaft! sentou em cima e quebrou o negócio inteiro, esboçando depois uma cara de sem graça.

* Aproveito o tema para comentar o resultado da nossa enquete: 56% dos leitores que votaram concordam comigo e preferem ovos de chocolate ao leite. Apenas 8% quiserem fazer graça e escolheram o de galinha mesmo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vai um drink?

Quem gosta de beber gosta mesmo, não tem jeito.

E para satisfazer e matar a sede desses beberrões há uma série de drinks, alguns deliciosos e outros nem tanto.

Como uma boa apreciadora de bebidas em geral, andei pesquisando histórias e testanto receitas de drinks que considero gostosos e/ou excêntricos.

Os testados na última semana foram: Bloody Mary, o excêntrico e Mojito, o delícia.

Bloody Mary: em inglês "Maria, a sanguinária", em referência à rainha Maria I de Inglaterra é um coquetel feito com vodca, suco de tomate, suco de limão, sal, molho inglês, tabasco e pimenta. O nome é legal, a bebida vermelha é legal, tem gente que acha até chique.
Mas o gosto é excêntrico demais para o meu paladar. Na melhor das hipósteses, é uma bebida que alimenta!

Medidas:

35ml de vodca;
90ml de suco de tomate;
1 pitada de sal;
3 gotas de molho tabasco;
6 gotas de molho inglês;
1 pitada de pimenta em pó;
cubos de Gelo;
suco de limão;
talo de salsão (para decorar).


Mojito: mistura de hortelã com bebidas, teria sido criado por um inglês em alto-mar. Sua história era contada nos bares cubanos pelo escritor americano Ernest Hemingway. Segundo ele, o almirante e aventureiro inglês Francis Drake, o primeiro homem branco a aportar em inúmeras ilhas do Pacífico Sul, apaixonado pelos aromas da hortelã, teria sido o primeiro a misturar a planta com boas doses de rum. Se é verdade ou mentira, eu não sei. Mas que é bom, é bom!

Medidas:

1 dose de rum branco (sugestão bacardi)
1 colheres (sopa) de açúcar
Suco de 1 limão
1/2 copo de água com gás (cerca de 100 ml)
1 ramo de hortelã (ceca de umas 10 a 12 folhas)
Gelo picado a gosto

Segredo do preparo:
Coloque no copo onde vai ser servido o drink, os 4 últimos ingredientes.Amasse bem o hortelã (esse é o segredo do bom mojito). Depois é só adicionar o rum e o gelo, e... beber!

Vale ressaltar que esse blog não incentiva o consumo de bebidas alcoólicas. Beba com moderação. Se beber, não dirija!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Orkut gastronômico?

Foi lançado recentemente um novo portal que tem como assunto principal a gastronomia. O site busca ser basicamente de serviços, mas usa da interatividade com os usuários para abastecer todo o seu conteúdo.

O que você faz?
Classifica os restaurantes - já fui, recomendo, não recomendo, quero ir, entre outras opções.
Outros usuários te seguem, dizem se seu comentário foi útil e por aí vai.

E pra promover e tentar fazer esse negócio todo engrenar?
Criação de usuários top - aqueles que chamam mais amigos, que comentam mais ou possuem mais "comentários úteis" recebem pontuações e podem adquirir o status de usuários top.

E não é que até a Carolina Dieckmann e Daniele Winits apareceram no lançamento do site?

Será que pega?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nuestra Buenos Aires querida

Hijos y hijas del querido Alho e Oleo, 

recem chegados de terras porteñas, a serviço do jornalismo turístico de qualidade, eu e Gabriela organizaremos uma quantidade de posts sobre a capital do tango, do alfajor, das carnes e das media lunas. 


Primeiro, vamos organizar uma série de fotos, para depois darmos as dicas dos nossos restaurantes favoritos na capital argentina, os bairros em que se localizam e também alguns passeios que, entre uma beleza arquitetônica e outra, pode-se fazer uma boquinha.

Até breve!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Curtas e boas

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Restaurant Week pelo Brasil

Esta é para quem acompanhou tudo o que comentamos aqui no blog sobre o Restraurat Week e não pode participar. O evento, que foi um sucesso em São Paulo, agora também será realizado em outras capitais brasileiras. A edição carioca acontece no mês de maio. Recife realiza o evento em junho e Brasília em julho. A última edição do Restaurant Week em São Paulo levou mais de 300 mil pessoas aos restaurantes participantes da iniciativa.


Enquete

Reparem que estreamos esta semana uma enquete aqui na lateral direita do blog. A primeira é sobre a preferência das pessoas quando o assunto é ovo de páscoa. Não deixe de votar.


Soda vira água benta

Aconteceu em Stord na Noruega. Um padre precisou batizar um bebê com refrigerante de limão. O pároco teve que improvisar depois que se deparou com o congelamento da água benta. Até a água das torneiras estava congelada. A notícia saiu no jornal britânico "Mirror". Os pais da criança não se importaram com o improviso.


Guacamole faz bem pra saúde

O abacate, ingrediente principal do guacamole, ajuda a controlar o colesterol, melhora o sistema circulatório e a pele. Além disso, ele contribui para o equilíbrio do funcionamento do fígado e acalma o sistema nervoso. Viva os mexicanos que nos ensinaram esta iguaria.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nota da redação

Honesko e Gabriela estão em uma press trip por Buenos Aires a serviço do Alho & Óleo.
Em breve os posts especiais 'Culinária Porteña'. Aguardem.

... ai, alfajores...