terça-feira, 31 de março de 2009

Alho e Óleo

O que fazer quando a fome aperta e a quantidade e/ou variedade de ingredientes no lar é escassa?

Faça o que tiver ao Alho e Óleo! Sim, essa mistura muito apetitosa e utilizada, que dá nome a esse blog!

Macarrão, brócolis, batatas, camarões , abobrinhas, picanha (sim, aquela capinha de gordura é um óleo só), couve-flor, palmito, filé, alcachofras e tudo que puder ser testado.

Aqui em casa, quando as compras chegam ao fim ou quando chegamos mortos de fome da balada, o Macarrão ao Alho e Óleo é sempre uma opção.
Prática e rápida, a receita leva poucos e simples ingredientes: macarrão, alho, óleo, sal, cebolinha e pimenta-do-reino, que dificilmente faltam em nossa cozinha.

O preparo, apesar de fácil, tem um segredinho que faz toda a diferença: o alho deve ser colocado no óelo ainda frio. Assim, os dois são aquecidos ao mesmo tempo. Depois, é só jogar o item a ser preparado na mistura e colocar o resto dos temperos a gosto.

Pronto. Se a opção for o macarrão, um queijinho ralado acompanha bem!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Planta boa de garfo

Quem nunca se impressionou com aquelas plantas carnívoras gigantes que apareciam nos desenhos animados e filmes de ficção científica que atire a primeira pedra.

Eu sempre tive vontade de conhecer alguma espécie desses vegetais meio assustadores. O fato é que a coisa é muito mais inofensiva do que parece. As vítimas, em geral, são insetos como moscas e aranhas. Em alguns casos, pequenos pássaros também viram refeição.

Geralmente muito coloridas, estas plantas atraem suas vítimas pela sua beleza exuberante. Os coitados chegam até elas pensando que vão encontrar um saboroso alimento, mas acabam virando o prato principal.

Depois de capturado o bicho é submetido a um banho de enzimas digestivas. A planta faz isso para capturar o nitrogênio presente nas proteínas do animal. A coitada não está apenas querendo uma carninha pra encher a barriga, ela precisa desse do nitrogênio, já que não consegue extraí-lo do solo - geralmente as plantas carnívoras vivem em terras pobres de nutrientes. Esse nitrogênio é ingrediente fundamental da clorofila, "alimento" básico dos vegetais.

Você pode encontrar lindos exemplares destas plantinhas famintas no Sudeste Asiático e litoral da América e da Austrália.

A gastronomia no mundo vegetal é muito mais interessante que a gente pensa. Está aí a prova.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Antes ou depois?

Demorou mais do que uma semana, mas depois de todas as urnas apuradas, e-mails recebidos e milhões de dados cruzados em planilhas, eis o resultado final da enquete sobre o antes e depois:

Em vitória disparaaaaada, o time dos que deixam a parte mais gostosa do prato para comer no final conquistou o primeiro lugar da disputa sem dar nem chance àqueles que, como eu, já se deliciam com a parte mais gostosa logo nos primeiros minutos.

Mas o mais engraçado de tudo foram as explicações. A-do-rei! Foram histórias do tipo: "eu guardava pro fim, mas meu irmão sempre pegava o que eu estava guardando e comia quando eu não estava olhando". Trauma, gente. Que absurdo!


terça-feira, 24 de março de 2009

Kebab vira moda em São Paulo

Kebab virou moda em São Paulo. Mas, por enquanto, a coisa ainda está meio cara. Enquanto na Europa a goluseima é artigo para pobre e turista, aqui no Brasil é modinha culinária a preços nada populares.

Ainda assim, recomendo a leitura da matéria da Folha de São Paulo sobre as melhores opções da cidade:

http://guia.folha.com.br/guloseimas/ult10080u539193.shtml

Faça sua escolha e aproveite!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Viagens Gastronômicas: última parada

Bom, depois de alcançarmos o nosso destino e aproveitado os últimos dias de 2008, começamos já a pensar na última parada do roteiro gastronômico no caminho de volta pra casa.
Estimulados por um transito terrível na BR 101, pausamos a viagem para almoçar no nosso restaurante preferido no litoral norte de Santa Catarina: o Recanto da Sereia.
Na beira da praia entre Balneário Camburiu e Itapema, o "Sereias", como chamamos em casa, serve peixes e frutos do mar deliciosos. Linguado, congrio, lagosta, camarão, moquecas, tudo em porções fartas e de preço justo - não é barato, mas também não chega perto dos preços da Toca da Garoupa.
O nosso preferido sempre foi o Linguado à Belle Munière. Mas, últimamente descobrimos um peixe, muito comum no litoral Sul do Brasil - ao contrário do linguado, que aparentemente vem do Chile - chamado "namorado".

Linguado à Belle Munière (foto do site, as nossas vêm amanhã)•

Com postas grossas e muito mácias, o namorado vai bem com a maior parte das receitas comuns em restaurantes de praia. Na volta do Rio Grande do Sul, escolhemos o namorado à espanhola, que vem acompanhado de pure de batatas, pirão de peixe, camarão, pimentões e tomates. Tudo disposto numa placa de inox aquecida constantemente por um rechaud.
O peixe é sempre bem temperado, mas nunca forte, não sei se isso é uma vantagem do namorado, mas as postas grossas são perfeitas pra molhar no pirão de peixe.

Depois do Sereias, os "baleias" fecharam com chave de ouro a viagem em busca da marmita perfeita. Felizes e pelo menos 4 ou 5 quilos mais gordos. Em dezembro de 2009 vem mais.

Serviço:

Recando da Sereia

Rua 1200, nº300 - Ilhota, Itapema SC
(48) 3678-7200 ou (48) 3368-8200
Preço: Prato quente, mais porção de camarão a milanesa com bebidas para 4 pessoas, algo entre R$200,00 e R$230,00

terça-feira, 17 de março de 2009

Fer, é caruncho?

Todos nós já ouvimos alguma vez: "nossa, o feijão tá cheinho de caruncho!" ou então "o que é isso? Será que é caruncho?". Eu então, nem se fala. As pessoas adoram perguntar para mim se pontinhos pretos no macarrão, arroz, milho de pipoca, feijão, etc e tal são carunchos. O porquê eu não sei, deve ser porque sou mineira (sim, na cabeça de não mineiros, mineiro sabe tudo dessas coisas).

Mas afinal, o que são e de onde vem os carunchos?

De acordo com o site http://www.pragas.com.br/, os carunchos são besouros que atacam produtos armazenados como feijão, arroz, trigo, milho, farinhas e farelos, chás e outros produtos desidratados. Infestam também produtos industrializados como massas (macarrão), rações de animais e biscoitos.

A ação deles deprecia o produto, causando perda de peso, impedindo o consumo e perda do valor comercial. Esses insetos ao infestarem produtos armazenados encontram alimento fácil em quantidade e qualidade, abrigo, temperatura e umidade favoráveis. Possuem elevado potencial reprodutivo e alta capacidade adaptativa. Os carunchos são divididos em dois grupos:

a) Pragas primárias: o adulto rompe a película protetora do grão e deposita um ovo no interior do mesmo. A larva eclode e se alimenta no interior do grão e só o deixam quando atingem a fase adulta. Como exemplo temos o caruncho do milho e do feijão.


b) Pragas secundárias: se alimentam da parte externa do grão ou quando danificados pelas pragas primárias. Infestam farelos, farinhas e rações. A fêmea deposita seus ovos externamente ao substrato, as larvas eclodem desenvolvendo-se livremente ou internamente no grão.
São conhecidas cerca de 600 espécies de besouros (coleópteros) infestando produtos armazenados. As larvas em muitos casos são as responsáveis pelos danos ao produto, uma vez que em muitas espécies o adulto não se alimenta.


Agora que já sabemos o que são os carunchos, vale comentar que, muitas vezes, pessoas desesperadas de fome ignoram que esses bichinhos vivos, pretinhos e que se movimentam caíram na panela junto aos demais grãos e continuam o preparo do alimento como se nada tivesse acontecido.

Afinal, depois da pipoca estourada ou do macarrão cozido, nem dá para ver.

De qualquer forma, vira e mexe alguém me chama na cozinha e pergunta:

"Fer, é caruncho?"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Termos gastronômicos



Outro dia estava comentando com meu ilustre amigo Guilherme Tosetto sobre os cardápios de restaurantes e os termos que as casas mais chiquetozinhas gostam de usar e ter sempre na composição dos pratos pra dar um ar mais requintando. Como, por exemplo, servir um filé de Saint Peter, ao invés de simplesmente falar que é uma tilápia, peixe que dá pra comprar até mesmo no Dia, o Supermercado da Economia.

Vai, então, o meu Top 5 termos interessantes na gastronomia:
  • Redução: restaurante que se preze tem taça na mesa e não falta a palavra "redução" de certo líquido em algum prato, o que, na verdade, é só um caldo mais grossinho que evaporou parte de si durante uma boa fervida!
  • Perfume: esse é bem legal tb. Que tal um medalhão ao perfume de tucunaré?
  • Consumé: você prefere um consumé de cebola como entrada ou uma sopinha de cebola mesmo?
  • Demi-glacé: misture dois molhos específicos e reduza seu volume a 1/4 do original e, então, você terá a honra de ter uma carne ao molho demi-glacé.
  • Crosta: Vai um mignon com crosta de purê de mandioquinha?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Restaurante Week: última parte!

Bom, cabe a mim fechar a semana Restaurant Week no Alho & Óleo. Então, sabendo que teria essa obrigacão profissional visitei 5 restaurantes.
Em ordem de delícia, aqui vão:

SAL
Gastronomia e Arte
Lola Bistrot
Rosmarino
Spadaccino
Bistro Caroline.

Vou ser breve e franco.
O SAL é um lugar muito legal. Os pratos foram ótimos. De um sabor que enche a boca. E, apesar de bem sofisticado como restaurante, as pessoas não são metidas a besta e os garçons não fazem seleção entre os clientes do evento e os clientes habituais. E, pra completar, música ótima. Pra mim Smiths era música de balada legal, até conhecer o SAL.


Já o Lola Bistrot sempre teve uma cara que não me agradava, mas percebi que estava enganado. O bistrô é bastante agradável, quase grande demais, mas ainda na minha categoria favorita de restaurantes pequenos. A comida estava muito boa. Se o SAL levasse, por exemplo, nota 9,5, o Lola valeria 9.0. O papilote de truta com legumes - assado no papel manteiga - estava a mais pura delícia. Principalmente as castanhas do pará curtidas em azeite especial. Só isso já vale um post - e, claro, uma visita!


O Rosmarino é um restaurante que já tem um que de italiano: boa pessoa, mas desajeitado. A entrada de beringela à parmigiana estava ótima, mas a carne do prato principal estava dura e o macarrão delicioso que acompanhava some numa bocada. Em termos númericos um 7,5.



O Spadaccino, na Vila Madalena, tem um ótimo ambiente. Uma área a là giardino italiano é o melhor lugar pra se comer. Lá, provei dois pratos num esquema de meio a meio. Metade de tortelloni recheado de ricota e parmesão e um polpettone de carne acompanhado de tomate recheado. O tortelloni estava muito bom, com a massa leve e o recheio com gosto de verdade. Já o polpettone estava bem ruim. Ruim mesmo. Cru, "molengatcho" e não muito bem temperado. Uma pena, realmente. Vamos lá, esse eu daria um 6,5.

Bistrot Caroline. Pra esse, deixo uma frase "procure o Hell's Kitchen"

Pra quem ler o Alho & Óleo antes do fim de semana acabar ainda tem tempo de aproveitar o Restaurant Week, que vai até o dia 15.
Quem chegou atrasado, o evento acontece duas vezes por ano, então, anote as dicas!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Restaurant Week - Parte 4, a missão continua

Assim como meus companheiros, testei alguns restaurantes. Boas surpresas e algumas decepções marcaram minha semana. Aí vai meu relato:

Picchi - A surpresa da semana. Taí pra provar que simplicidade é tudo nessa vida. O ambiente é muito agradável e o atendimento cordial. Comi um spaghetti al pomodoro e basílico muito bem feito. De entrada mandei uma polenta com molho de gorgonzola (sensacional) e de sobremesa uma torta de chocolate com amêndoas. Recomendo!

Le Roi - Não faz meu tipo de restaurante. Parece balada de novo rico. O clima é meio de baladinha. Tem uns telões em cima de um balcão grande, mesas ao ar livre com guarda-sol e sofazinho e muitas gente desfilando suas roupas caras pelo salão. A comida: a entrada foi um terrine de ricota com espinafre ao molho de iogurte. O prato principal foi um medalhão de filet mignon ao molho de mostarda com batata gratinada e alho poró. De sobremesa, brigadeiro de colher com sorvete de creme. Tudo nota 7. Nada de sensacional.

O outro testato, foi o Caroline, já avaliado neste blog nos últimos três posts. Não merece mais comentários.

Sobre o evento: O Restaurant Week é um evento louvável. Todo mundo sai ganhando - o restaurante, o cliente e as ONGs que participam da iniciativa (elas recebem R$ 1,00 por prato vendido). Fica aqui apenas uma crítica aos estabelecimentos participantes: Se ajoelhar, tem que rezar. Não adianta entrar no esquema e não conseguir segurar a onda. Comida fria, garçons desesperados e pratos mal montados queimam o filme do lugar.

E que venha o próximo Restaurant Week. Mas aqui ainda não acabou.
Amanhã o Honesko encerra esta série.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Restaurant Week - Eu fui!

Continuando a avaliação das opções do restaurant week, hoje vou dar o meu pitaco na programação. Só testei 2 lugares, porque essa vida-de-meu-deus não me deixou ir em outros até agora.
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Rosmarino: Um lugar bem charmosinho, agradável. A entrada foi a melhor parte do jantar e estava deliciosa: Berinjela à Parmigiana. O prato principal também estava muito gostoso, Escalope de Vitelino e taglioline (feito lá mesmo) ao limão siciliano. O sabor é bom, mas a carne estava um tantinho dura. Bem servido na parte da carne, são dois pedaços, mas deixa a desejar na porção da massa. A sobremesa, terrine de Panna Cotta aos molhos chocolates e praliné fechou a noite em grande estilo. Saborosa, sem ser muito doce, e vem uma fatia que dá pra matar a vontade de açúcar do dia. O preço que paguei no jantar, 51 reais, valeu. Comprando o que gastamos com os preços normais do cardápio, tivemos uma economia de pelo menos 50% (por pessoa) do que gastaríamos em um dia normal com entrada, jantar e sobremesa, fora do ReustarantWeek. É o tipo de lugar no qual eu voltaria, se tivesse a oportunidade.
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Caroline: Dá pra perceber que a galera se uniu pra ir nesse, né? Claro, fui junto e acho que meus comentários não destoam do que a fer e o mosna já disseram. No geral, achei "ok", condizente ao preço cobrado e nada de extraordinário, mas acredito que se fosse mais caro não valeria a pena. O azeite da salada de entrada dava pra perceber que era bom, por ser gostoso. Ao contrário do Rafael, não achei que faltou tempero na carne e acho que não temperá-la com 35 cabeças de alho, igual fazemos no dia a dia, é proposital pra que o gosto do alho porró (recheio) se sobressaia no paladar. No mais, estava esperando nhoque como acompanhamento da carne e veio pene (po-po-po-pooooooon) à temperatura ambiente. Almoço: gastei 31 reais com uma bebida apenas. É o tipo de lugar que eu dificilmente frequentaria e, fora do RestaurantWeek, não seria uma das minhas opções. Destaque para o "entra e sai" de funcionários com sacolas de supermercado, tentando repor os ítens que iam se esgotando na despensa. Ajoelhou, tem que rezar.

terça-feira, 10 de março de 2009

Restaurante Week - Mais testes

Dando continuidade a semana de posts sobre as degustações no Restaurante Week, falarei de mais três lugares testados.

Merceria do Francês: localizado em Higienópolis, o restaurante é especializado em comida contemporânea. Lugar agradável, parece muito apropriado para happy hours, embora eu tenha ido no almoço.
Pratos escolhidos: Abobrinhas salteadas no azeite de baunilha de Madagascar, flor de sal de Guerande de entrada; St Pierre, purê de mandioquinha e redução de vinagre balsâmico como prato principal e Mousse de Chocolate de sobremesa.
Avaliação: os pratos são bons, apresentação também. Atendimento bom. O borrifador de água é um pouco inconveniente, mas isso é fácil de ser resolvido - basta sentar lá dentro.
Destaque: a abobrinha e o purê são uma delícia.

Caroline: nos moldes de bistrô francês e com decoração m oderna, o restaurante está localizado nos Jardins. A música ambiente ficou a desejar (decacdence anos 90).
Pratos escholhidos: os mesmos do
Rafael.
Avaliação: o molho de ervas da massa estava gostoso. O recheio do filé , alho poró e espinafre também. A carne estava um pouco sem tempero. A apresentação do sobremesa estava ruim.
Destaque: a salada e o prato que não pedimos - fez bastante sucesso na mesa ao lado.

Sal Gastronomia & Arte: ambiente agradável e confortável. Ao contrário do Rafael, achei o antedimento bom. Como fui na segunda semana, já deu tempo dos garços se acostumarem.Música boa, tocou Smiths e Gotan Project.
Pratos escholhidos: os mesmos do
Rafael.
Avaliação: a salada é ótima. O risoto é maravilhoso. Minha chefe escolheu o risoto de legumes e também adorou. Apresentação do prato: boa. O legal é que risotos diferente vem em pratos diferentes, assim o garçom não faz confusão na hora de servir.
Destaque: risoto sensacional e a calda de frutas vermelhas da panacota.

Melhor de três: Sal Gastronomia & Arte. Percebemos que a comida é boa mesmo quando escolhemos pratos simples. Se for bem feito, pode esperar que o resto também é. Aprovadíssimo.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Restaurant Week - os testes

Testei 3 restaurantes que estão participando dessa maratona gastronômica de São Paulo e continuo um fã desse evento. A idéia é muito boa tanto pros consumidores, que encontram refeições legais a preços acessíveis, como para as casas, que estão sempre lotadas e acabam ganhando pelo volume vendido, pela divulgação e também pela fidelização (ou não) de novos clientes.

Eu tinha fotos dos pratos, mas, como fizeram o favor de roubar meu celular essa semana, vou ficar devendo. O link nos nomes leva ao cardápio completo com algumas imagens e serviços.
  1. SAL GASTRONOMIA E ARTE: os pratos escolhidos foram mix de folhas com nozes, queijo brie, tomate cereja e azeite de mel, risoto de carne seca com queijo coalho e sopa de frutas vermelhas com sorvete e calda. O risoto estava delicioso, muito bom mesmo! A sobremesa estava bem boa, mas, na verdade, não participava do Restaurant Week. A panacota havia acabado e pudemos escolher qualquer item do cardápio no lugar. Se quiserem uma sugestão de sobremesa que cegue e vá direto ao ponto, sugiro o ma-ra-vi-lho-so brigadeiro molegato com sorvete de paçoca e calda de chocolate! Exageraram, doce de gente doida mesmo, sem medo de ser feliz!

  2. EÑE: os pratos escolhidos foram creme de abóbora com jamon ibérico, traseira bovina com legumes (aspargos, champignons, brócolis...) e creme catalão. Todos os pratos muito bons! A entrada já vale pelo presunto espanhol, a carne estava muito saborosa e a sobremesa era leve, bem caseira, a la pastelzinho de belém, apesar do gosto não ter nada a ver. Uma observação é que o menu descrito no site do Restaurant Week era outro. Fui crente que iria comer arroz negro cremoso, mas não havia.

  3. BISTRÔ CAROLINE: os pratos escolhidos foram mix de folhas com ricota defumada, azeitonas, tomate cereja, ervas e azeite, penne ao molho de ervas e meia lua de filé mignon ao molho razin recheado de alho poró e banana flambada com sorvete. A salada valeu pelo azeite, que era muito bom. O penne estava frio e substituindo o nhoque (que havia acabado), a carne sentiu saudades do tempero e a sobremesa (a banana na verdade não era flambada e, sim, caramelizada) estava ok e bem apresentada, comentário que não pode ser dito pelas outras pessoas que estavam comigo no dia, já que haviam pratos em que a banana parecia ter sido retirada do pé naquele instante e as apresentações dos pratos remetiam a um talvez mau humor do chef.
Comentários finais: Com exceção do Eñe, os restaurantes não pareciam preparados para a demanda. Garçons confusos e, no Caroline, vimos entrarem com sacos de supermercado com mais ingredientes por duas vezes durante nossa estadia. Apesar do Eñe mostrar mais profissionalismo, a equipe não parecia muito feliz no atendimento. Entretanto, recomendo veemente que passem para um almoço nos dois primeiros. Valem a pena!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Viagens Gastronômicas: Serra Gaúcha (o destino, mas não o final)

Depois de uma parada em Florianópolis, seguimos o roteiro gastronômico para Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, onde o desafio era descansar em meio aos vinhedos e experimentar a famosa cozinha serrana.
Pensando nisso, resolvi instalar todos numa pousada a 13 quilômetros do centro de Bento. Ali, no topo de uma montanha, fica uma casa construída em 1930, onde fica a Pousada e Vinícola Don Giovanni.


Cercada por vinhedos, a pousada é um ótimo lugar para relaxar, seja no inverno ou no verão. Como fomos no verão, eu e meu irmão saíamos para caminhar ao redor da propriedade e a sensação é bastante como visitar as colônias de imigrantes dos idos de 1900. Principalmente, pelas casarões antigos ainda habitadas e mantidos num capricho exemplar: jardins bem cuidados, paredes bem pintadas e chão varrido. Isso tudo no meio do sítio.
Nessas caminhadas, descobrimos pomares inteiros de árvores carregadas de frutas. Em janeiro, as ameixeiras estavam carregadas. E as macieiras quase prontas pra colher. Cansados e com sede, nada melhor que comer frutas frescas diretamente do pé.



Agora, fora da Pousada, a história é outra. Bento é uma cidade ótima para viagens gastronômicas. Aparentemente calma, com muitas opções de restaurantes e diversas atrações fora do perímetro urbano, a cidade oferece boa comida e também passeios para se contemplar a paisagem e os vestígios da cultura dos imigrantes que passaram por ali.
O problema é o apelo ensandecido por turistas.
O pessoal de lá percebeu que as casas construídas em pedras e a mistura de culturas é um bom atrativo. Então, o exagero é completo. Tudo é italiano (casas, técnicas de produção, nomes), tudo é natural (sucos de uva, queijos), tudo é vencedor de prêmios, etc.. etc...

Por exemplo, a maior roubada que existe é um lugar chamado Casa da Ovelha, onde vendem produtos a base de leite de ovelha. Os preços dos queijos são MAIORES do que no supermercado normal. Encontramos o mesmo queijo por R$11,00 no mercado. Sendo que nessa loja da fábrica eles vendiam por R$14,00. É achar que o povo é tonto, não?

Como já falei demais, aqui vão três dicas que realmente valem a pena.


Fugindo do roteiro do Vale dos Vinhedos, onde ficam as grandes vinícolas do país, o legal também é visitar os Caminhos de Pedra. Ali, fica a vinícola Strapazzon. O vinho é colonial, bem caipira, do jeito que meu pai gosta. E os salames e copas são ótimos. E, apesar de a Strapazzon ter sido locação no filme Quatrilho, os funcionários do local não são desesperados e nem tentam enganar o turísta com um monte de baboseira.

Nona Ludia. Restaurante italiano típico, seve polenta, galeto e massas a vontade. O preço é bem menor que os do centro (algo como R$20,00 por pessoa) e você ainda tem o prazer de comer numa casa de pedra e de conhecer uma árvore centenária de umbu onde os imigrantes se abrigaram enquanto construiam a casa.


E a vencedora Churrascaria Ipiranga. Ali sim dá pra se conhecer um pouco do que realmente é Bento Gonçalves. Churrasco da melhor qualidade - com destaque para o "Vazio" (fradinha) e o pernil de carneiro, suculento e que derretia na boca - e as mesmas comidas tipicamente italianas servidas nos outros restaurantes da cidade. Sem churumelas, a Ipiranga sim é representante da autêntica cozinha da Serra Gaúcha.


Serviço:

Pousada Don Giovanni

Quartos duplos por R$150,00 a diária

Nona Ludia e Cantina Strapazzon
Ambas ficam no Caminhos de Pedra, no distrito de Santo Antoninho
Almoço Nona Ludia: R$20,00 por pessoa
Salame e Copa Strapazzon: entre R$10,00 a R$14,00 a peça.

quinta-feira, 5 de março de 2009

O café mais caro do mundo


Você conhece o Jacu? Pois então, saiba que este pássaro é elemento fundamental no processo de fabricação de um dos cafés mais caros do mundo. A ave, que habita a região do Espírito Santo, virou a galinha dos ovos (ou melhor, dos grãos) de ouro para alguns produtores rurais.

O caso é o seguinte: O tal do jacu tem como hábito alimentar o consumo de frutos de árvores de café. Depois de ‘processado’ pelo organismo, o grão chega à cloaca do bicho e é suavemente depositado na natureza. Depois de coletadas, as bolinhas são moídas e se transformam no café mais caro do Brasil (uma xícara chega a custar R$ 14,00).

Técnica abrasileirada

Quem pensa que este café é invenção tupiniquim, se engana. Um produto muito similar vem lá das ilhas Java e seus arredores. O processo é parecido. Antes de o cafezinho chegar à xícara, ele já rodou o intestino de uma espécie de gambá chamada de civeta. Este tipo de café é chamado de Kopi Luwak, considerado o mais caro do mundo. Um quilo pode custar até 1.200 dólares.

A produção do Kopi Luwak é muito pequena devido a raridade dos grãos encontrados na natureza. É muito difícil achar as fezes do animal e ainda selecionar os grãos no meio da excremento. Mas, tamanha raridade tem seu valor. Especialistas dizem que o sabor é "uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns".

Os curiosos podem degustar o produto no Suplicy Café. Quem se habilita a provar?


Taí um exemplar da matéria-prima do café mais caro do mundo

quarta-feira, 4 de março de 2009

Enquete Alimentar

O post de hoje é uma enquete pra saber o comportamento alimentar do pessoal que passa por aqui. O assunto já foi tema das nossas discussões e, agora, vamos abordar isso de maneira que a gente consiga, quem sabe, chegar a um resultado científico. Vamos lá. Suponha que você foi a um restaurante self service e acabou de fazer o seu prato normalmente, com diferentes opções. Na hora em que você senta e se prepara para comer, o que você faz?

1) Começa comendo aquilo de que mais gosta, pra matar logo a vontade?
2) Ou deixa o que acha mais gostoso para o final, pra fechar com chave de ouro?

Conclusões na próxima semana.
BjoBrasil!

terça-feira, 3 de março de 2009

Quem Gosta Indica - Continuação

Continuando a idéia de "Quem gosta indica", aqui vai as dicas de Bizo, Macá e a minha.

Rockets – The Finest Burger (Jardins) – para quem gosta de hambúrger e de fugir do básico. Recomendação: BB King, hamburguer de 150g com bacon e blue cheese (gorgonzola). Uma porção de onion rings, que mais parece um tempurá de cebola. Para beber, alguma coca-cola com sabor (chocolate e baunilha são os melhores) ou um Malts: leite maltado com malte de cevada puro ou em sabores. E você ainda consegue colocar moedinhas nos Jukebox da mesa e ouvir uma canção anos 50.

Ráscal (Itaim Bibi) – sugestão cara que oferece uma overdose de delícias. Tem um forno a lenha de onde sai o TEMPO TODO pães e pizzas. O buffet de saladas é espetacular, até pra quem não gosta de salada. Custo: salgado.

Vira Lata (Higienópolis) – agradável e espaçoso, com vasto cardápio. As opções Express, com couvert, entrada, prato principal e sobremesa compensam. As entradas variam entre saladas magras e gostosas e porçõezinhas de croquetes de carne seca. Recomendação: Expresso com salada de folhas verdes , cottage e molho pesto de entrada. Truta com purê de mandioquinha e de sobremesa... abacaxi com sorvete de hortelã e calda de capim cidreira. Custo: 30,00

Velhão (Serra da Cantareira) - ferro-velho, restaurante, bar e pizzaria. O Velhão reúne tudo isso e ainda tem lembra muito uma casa de fazenda. Ideal para passar o dia com a família. Lá pode-se comer: saladas, massas, churrasco, pães caseiros que acabaram de sair do forno, antepastos, comida mineira (feita no fogão à lenha!). Ah, tem uma cachaçaria lá dentro!
Realmente é necessário tempo para aproveitar tudo.
Custo: em torno de R$ 35,00 por pessoa (preço fixo)

segunda-feira, 2 de março de 2009

São Paulo Restaurant Week


Começa hoje e vai até o próximo dia 15 o São Paulo Restaurant Week.

A idéia é muito boa: restaurantes legais montam opções de entrada + prato principal + sobremesa por um valor já estabelecido. O almoço sai por R$ 25 e o jantar R$ 39 (+ 10% + R$ 1 destinado a Ação Criança - ambos opcionais).

Dos, segundo a organização, mais de 100 restaurantes participantes dessa maratona gastronônica, vamos então a algumas opções de almoço que me parecem valer a pena:

- El Patio (comida mediterrânea): salada de figo com jamon ibérico e azeite de mel, salmão grelhado ao molho bearnesa com legumes salteados e flan ao caramelo.
- Eñe (comida espanhola): creme de batatas com jamon ibérico, picantó guarnecido de arroz negro cremoso e crema catalana.
- Espaço Tambiú (pescados): torresminhos de pacu, moqueca de pintado e pannacotta de cupuaçu com calda de chocolate.
- Le Roi: terrine de ricota com espinafre ao molho de iogurte, medalhão de filé mignon ao molho de mostarda ancienne, guarnecida com batata gratinada com alho poró e brigadeiro de colher com sorvete de creme.
- P.J. Clarke's: mixed green salad, cheeseburger ou mac & cheese e mini pudim de leite.
- Sea House (comida japonesa): atum marinado no molho oriental e aguedashi com molho gelado de wasabi, combinado de sashimis, niguirizushis e enrolados e sorvete de gengibre e ágar-ágar.
- Arábia: homus ou coalhada seca, quibe assado ou abobrinha recheada e sorvetes artesanais que parecem ótimos.
- Sal Gastronomia & Arte: mix de folhas com tomate cereja e nozes, risoto de carne seca com queijo coalho e panacota com calda de framboesa.
- Don Miguel (comida mexicana): chilli com totopos, combinado de taco, taquito e soft taco (delícia parece vendo esse combinado com mais detalhes) e soevelito, que são 2 bolas de sorvete com nutella e farofa doce.
- Ça-Va (comida francesa): duas opções: 1. CHABLIS - crepe de camarão com salada de folha, frango (sobrecoxa) reduzido no molho merlot com arroz e cenoura e banana flambada com sorvete e canela. Ou 2. DIJON - salada verde com frango desfiado e láscas de abacaxi, boeuf bourguignon (cubos de carne ao molho bourguignon com arroz) e enformaddo de sorvete com calda de frutas vermelhas.

* alguns cardápios oferecem mais opções do que as listadas acima - confira no www.restaurantweek.com.br o menu completo!