quinta-feira, 31 de julho de 2008

DUVIDO

Analisando as estatísticas de acesso do Alho & Óleo percebemos que os cariocas andam passando por aqui com certa frequência. O Rio, por si só, já merecia uma referência. Então, vamos lá!

O lugar escolhido: Adega Portugália no Larrrrgo do Machado.

O melhor bolinho de bacalhau de toda a história. Sem dúvida alguma. Você compra por unidade ou porção. Ele tem batata na massa, vem molhadinho e acompanha uma pimenta deliciosa.

A cara do Rio de Janeiro. O lugar parece antigo, mas é descolado. A comida é boa, mas vem sem pompa. Tem clima tranquilo e mesinhas na calçada. Sucesso puro!

Duvido alguém indicar um bolinho que ganhe deste. Duvido-eu -dó!

domingo, 27 de julho de 2008

Chileninho bipolar

Por que será que toda a comida servida no El Guaton tem um saborzinho característico? Não sei se é coentro, ou se é sei lá o que, mas desde a empanada até a alcatra - todos os pratos possuem um gostinho guatônico que ainda não descobri o que é.

As empanadas são gostosas, servidas rápidas, mas também não é nada espetacular tipo ai meu deus do céu que delícia do outro mundo. Mas tá bom, vai. É bem feitinha sim. Só depois que já havia pedido é que reparei no cardápio que existe também a opção frita, indiscutivelmente deve ser melhor: frita que é bom!

A tortinha de milho com frango é uma boa pedida.
A batata frita é um pouco molegata.

E o humor dos atendentes. Ah, esse é um mistério. Você poderá ser recebido com desde um "nossa cozinha fecha em 10 minutos e o bar em 40, vcs querem sentar mesmo assim? Tô avisando, hein" hahaha até a presença super simpática do proprietário na mesa fazendo piadinhas e etc.

Ok. Vale a pena.

El Guaton
R. Arthur Azevedo, 906 - Pinheiros

Declaração de amor

Coxinha, te amo!


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vida nova para o Studio SP

O Studio SP é uma das casas mais legais de São Paulo. Foge completamente dos clichês da noite.
Os produtores estão sempre garimpando bandas (velhas e novas) e sons diferentes para apresentar ao público.

Agora em novo endereço, o espaço ganhou ares de casa de shows. Palco grande, pé direito alto, bom som e iluminação. Contudo, o charme do antigo sobrado da Vila Madalena ficou só na lembrança.

O velho
- Arquitetura diferente
- Diversos espaços
- Pista pequena
- Bar superior bem tranqüilo


O novo
- Grande e espaçoso
- Palco que comporta shows maiores
- Bar inferior disputado
- Em meio ao terrível trânsito da Rua Augusta

Será que o público anda preferindo o novo ao velho?
Eu ainda não me decidi.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A coqueluche gastronômica dos novos tempos

Tem quem ame, tem quem odeie. Mas o fato é que o tomate seco se tornou a coqueluche dos novos tempos.


Por acaso esse tal tomate existia quando éramos crianças? Pelo menos pela minha infância ele não passou.

Hoje ele vai com tudo. Vai na pizza, vai no lanche, vai no macarrão, vira patê, vira sopa e até sabor de salgadinho. Duas outras iguarias, porém quadjuvantes nessa história, figuram ao seu lado: a mussarela de búfula e a rúcula.

A mussarela de búfula surgiu sei lá de onde, inventada sei lá por quem. O fato é que dentre os queijos ela está longe de ser o mais saboroso. A rúcula é tipo ator global requentado pela TV Record. Era um simples elemento categorizado como ‘mato comestível’ e hoje virou uma das maravilhas de meu deus da humanidade.

Juntos eles formam o trio pseudo-chique dos bares e restaurantes. Sua combinação garante uns reais a mais no valor do produto.

O tomate seco (que de seco só tem o nome) roubou mesmo a cena. Porém, pra mim, ele continua sendo um tomatinho enrugado que monopoliza o sabor do prato e grande modinha atual.

Será que ele tem vida longa nos cardápios mundo afora? Façam suas apostas.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Exageros a parte, ô meu!


O que melhor que comer bem? Comer muito, claro.
O que melhor que comer muito? Comer exageradamente. E hoje em dia, cada vez menos restaurantes nos proporcionam aquele prazeroso estado de estômago dilatado com preços acessíveis.

E uma dessas pérolas culinárias, que mantém a mesma cara de restaurante que o papai e a mamãe iam quando recém casados, é o Restaurante e Pizzaria Degas. Com duas casas em São Paulo, uma na Av. Pompeia 796 e outra na Teodoro Sampaio, 568, o Degas é o meu preferido na hora de exagerar sem gastar muito.

O prato premiado no quesito exagero é o famoso fillet a parmigiana da casa.

Além de delicioso, o prato vem literalmente nadando em saboroso molho de tomate - diga-se de passagem, louvavelmente preparado e não preguiçosamente comprado - acompanhado de nada mais nada menos do que batatas gordas.
Pra quem não lembra o que são as batatas gordas, aqui vai o lembrete: antes da revolução das batatas congeladas, o restaurantes cortavam as batatas em forma de luas minguantes gordinhas e as fritavam na hora para seu deleite.

No Degas, você não precisa deixar as calças pra pagar, mas com certeza terá de abrir a braguilha pra terminar.
Os pratos são exagerados até na concepção das porções.
Veja bem. A porção "individual" serve dois famintos. Uma porção para três pessoas serve quatro tranquilamente. E não sai por mais de R$52.
E pra quem ainda não está contente, vale a pena pedir aquela saladinha mista, só pra completar, com frescas rodelas de palmito igual na casa da avó.

Um restaurante que brinda aos velhos tempos.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Iguaria seca que dá água na boca

Podem acreditar porque a fonte é confiável: a tal da carne seca, depois de pronta, não faz jus ao adjetivo que leva. Só de pensar, já me dá água na boca. Aliás, rios na boca, de tanta delícia que é. De seca, não tem nada.

Desfiada, em cubos, com cebola, mandioca frita, com pregos refogados, pedras ensopadas...Ui, delícia de meu Deus!

Já provei e gostei:

Bar Filial: Em cubos, acompanha mandioca frita. Eles também têm manteiga de garrafa pra ajudar a entupir as veias mais rápido. Fica uma delícia.
Custo-benefício: R$16 e pouco, dá pra comer em três pessoas bem esfomeadas. Achei barato.

Mercearia: Desfiada com cebola, bem suculenta. Não tem a manteiga de garrafa, que faz uma falta danada, mas eles servem com pãozinho.
Custo-benefício: Uns R$18, dois com fome dão conta do recado.

Bar Sabiá: Desfiada com cebola e pedaços de abóbora. Apesar de não dar bola pra abóbora, achei muito, muito boa. Depois de comer, parece até que passamos batom incolor. Recomendo.
Custo-benefício: R$ 22,50 se não me engano. Porção cara, pro tamanho que vem. Mas de todas, foi a mais gostosa.

Pra fazer em casa: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/13119-carne-seca-de-ultima-hora.html


Ui, que emoção. Primeiro post.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Francesinho que cabe no bolso

Há dias que estou para escrever sobre um dos meus lugares favoritos em São Paulo: O Bistrô Laper'ô.

Sei que a palavra bistrô assusta um pouco por remeter a algo pomposo, chique e com porções miseráveis de comida. Mas o Laper'ô é diferente.

O preço é bem razoável. Uma cerveja de garrafa sai por 6,00 e um prato custa, em média, cerca de R$ 22,0o. A minha sugestão é a salada Du Bouchet. Vale dizer que não se trata de uma simples salada. Ela é, na verdade, uma refeição completa. A delícia é composta por folhas verdes, batatas temperadas com ervas, bacon, nozes, fatias generosas de filé mignon e croutons. Maravilha de meu deus!

O lugar é charmoso sem ser elegante demais. Os donos, um casal simpático que chegou da França há alguns anos, são a cerejinha do bolo. É comum vê-los nas mesas batendo papo com os clientes ou oferecendo uma dose cachaça.

Enfim, vale a pena conhecer.


L'aperô
R. Mourato Coelho, 1.343 - Vila Madalena
Fone: 3814-2445.
Aceita Visa e cheque.

http://www.lapero.com.br/

segunda-feira, 14 de julho de 2008

ESPETO (Na brasa)

Uma iguaria que muito me apetece - e muitos me perguntam o porquê - é o famoso espetinho.

Não sei ao certo os motivos, mas tenho cultivado uma grande paixão por esses pedacinhos de carne (ou queijo, ou vegetais e até mesmo frutas com chocolate) desde minha infância e assim, sempre que vamos sair para comer, uma de minhas primeiras sugestões é algum lugar que tenha espeto.

O mais estranho é que nunca consigo me decidir por um e sempre acabo pedindo um de linguiça, de pereferência apimentada, um de queijo coalho e um de kafta - no mínimo.

Aqui em São Paulo, já visitamos várias casas e uma que vale a pena conferir é a Casa do Espeto, ali na Rua Cotoxó.

Grande espaço com mesas ao ar livre, cardápio variado e cerveja bem gelada. Uma ótima pedida para aquele happy hour com os amigos.

Mais pedidos: carne, queijo coalho, linguiça apimentada, pão de alho, kafta - todos ótimos.
Caros que valem a pena: camarão e shimeji.
Para os vegetarianos: abobrinha.
E de sobremesa.... espetinho de banana ou morango com chocolate.

Site: http://www.casadoespeto.com.br

Frita que é bom

Se alegria significa comida, felicidade plena é sinônimo de fritura.

Prato do final de semana: Isca de peixe, camarão e lula. Todos devidamente empanados e fritos. Uma combinação perfeita e inquestionável.

A gente deixa a desintoxicação pra segunda-feira. Sábado e domingo pedem exageros. E a gente se permite, se entrega. Somos todos vítimas da síndrome da boca nervosa.

Fim de semana praiano, regado à trilogia citada acima. Prazer ao cubo.

Uma resolução de vida: Viajar mais aos finais de semana.
Uma dúvida que não quer calar: Essa segunda-feira acaba logo?
Uma preocupação recorrente: Feriado agora só em novembro.

.. e a vida continua ...

sábado, 12 de julho de 2008

Bolo de rolo


Esse doce tradicional do Pernambuco não poderia levar ingredientes mais simples e com uma combinação que não existe como não ficar gostoso: farinha de trigo, ovos (e quantos ovos!!), manteiga e açúcar.
A delicinha que nunca comprei - mas sempre ganhei - é vendida no Pão de Açúcar no tamanho individual por R$ 2,20.
Por culpa de um telefonema numa sexta à noite, procurei uma receita que demonstra o quão saboroso o bolo de rolo é, já que a quantidade de seus ingredientes pode muito bem entupir qualquer veia saudável. Simplesmente vão 15 ovos e 2 1/2 xícaras de manteiga. Exagerou.

E pra não dizer que esse post também não tem serviço:
> público: qualquer um que goste de comer
> investimento: R$ 2,20 na porção individual no Pão de Açúcar ou se aventure e faça vc mesmo usando essa receita, se bem que prefiro substituir a goiabada pelo doce de leite.

E a foto ótima ali em cima foi gentilmente roubada do blog da Beatriz & Victor.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

1900 motivos para uma boa pizza. ou não.

Ontem (10 de julho) foi o dia da pizza.
Ok, essas datas bizarras jamais mereceriam uma comemoração, mas nós somos toscos e acabamos entrando na onda.

A pizzaria escolhida: 1900.

Resumo da noite:

- O pedido pode ser feito pelo site, mas sempre vale uma ligação para confirmar;
- A pizza não chega bem quentinha. Mas pode ser culpa do excesso de demanda da data comemorativa;
- A variedade de sabores é grande. Alguns são estranhos, mas valem a pena;
- O preço é salgado. R$ 50,00 uma pizza em média. Mas ontem havia desconto de 50%.
- A descoberta: Pizza de carne seca com purê de mandioquinha pode parecer estranho, mas é uma delícia.

Vale o test drive. Mas o custo-benefício (pelo menos do delivery) não é muito bom.

Para checar: www.1900.com.br

terça-feira, 8 de julho de 2008

Milo e uma noites

Quem decide ir ao Milo quando já se passam das 23 horas sabe o problema que vem pela frente. Qual o sentido de passar mais de uma hora na fila e entrar em um lugar cheio e apertado com seguranças que passam do ponto da falta de educação?

A resposta é bem simples: O som, eu diria.

A sensação que se tem é que o dejota toca o mesmo CD que rola na sua casa. Música após música o que acontece é justamente o previsto - Pessoas cantando aos berros e se abraçando na celebração sublime da piração coletiva.

Vale a pena para os pacientes e amantes de baladinhas de rock no melhor estilo londrinense.

A cerveja tem preço relativamente justo e a entreda, ou melhor a saída (lá você compra um bilhete de saída) custa apenas R$ 10,00.

Eu indico, mas se prepare para a fila na porta.

> público: descoladinhos
> som: rock, indie, soul à la Tim Maia e algumas bizarrices esporádicas
> clima: é quente de doer. vá com roupa fresca
> investimento: com R$ 10,00 de entrada mais uns R$ 20,00 de bebida dá pra ficar na brisa
> endereço: Rua Minas Gerais, 203. Higienópolis - São Paulo

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Quais sabores ficaram guardados no passado?

Quais sabores te deixam nostálgico?
Tem coisa que não volta mais. Por mais que eu possa provar novamente algumas iguarias típicas da minha infância, já não seria a mesma sensação. Hoje, no aeroporto, tomei uma vitamina de abacate (coisa que lembra demais a minha infância) e fiquei pensando 'Quais sabores ficaram guardados no passado?'

Lembrei de alguns:

- Leite com achocolatado - com aquele que vinha numa embalagem em formato de vaca
- Picolé de uva que o tio passava vendendo na rua - soprando aquele apito que hipnotiza crianças
- Farinha láctea feita pela mãe
- Bolinho de arroz da vó
- Lanche do Fofão (muitos não lembrarão disso)
- Enroladinho de queijo - salgado que vendia na escola
- Macarrão com molho de salsicha (hoje isso seria um terror em qualquer jantar)
- Sagu - que dava até uma chapadinha
- Tampinha da laranja - só era legal se fosse a tampinha
- Caca de nariz

ai ai...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

OPEN

Este blog tá com uma cara de restaurante novo. Meio às moscas.
Mas em breve tudo vai mudar.
Vamos dar tempo ao tempo. Não é, minha gente?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Julho, 03. 13h25

Estabeleço aqui a pedra fundamental do Alho & Óleo.

Deliciem-se!